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Divã


Hoje meu horóscopo orientou-me no sentido de olhar para mim mesmo, analisar-me, e cá estou eu. Já que ainda não consigo pagar pelas consultas com um terapeuta real. Mas pretendo seguir o conselho de uma cliente que passou pela loja semana passada e disse que o dinheiro melhor empregado na vida dela é a terapia. Será?
Passa dia, fala com um aqui, conhece outro ali e depois a mesma fala:
"Porque meu namorado..."
E então planos e pretensões a curto prazo se tornam "relacionalmente" inviáveis. Primeiro porque isso de gostar de alguém já comprometido é masoquismo emocional e outra coisa, como gostar de alguém cujo senso de promiscuidade é, de certa forma, falho e unilateral? Bonitinho ele, mas trai. Não, obrigado. Tô de boa de cara assim.
E então as atenções se voltam para duas coisas:
* Acabar gostando de alguém geograficamente inacessível
ou
* O problema sou eu! Todo mundo tem um relacionamento, todo mundo conhece gente interessante e eu aqui chorando as pitangas num blog.
E sem essa de colocar a energia no trabalho porque não funciona! Eu não tenho vida social por causa do meu trabalho em regime semi-escravista.
Pior ainda - como focar no trabalho quando este é motivo de mais desânimo? É preciso muito sangue-frio (entenda-se boletos vencendo) para não surtar e pedir as contas.
E a cama nunca teve tantos braços me prendendo nela de manhã como ultimamente.
1...
2..
3...
Inspira e expira

parece, mas não é


Não sei quantas pessoas passaram por tal situação, mas eu vivi neste ano e agora vou falar no sentido de fazer terapia disso...

O tema de hoje é: Pessoas com quem convivemos, mas que não existem.

Tomarei-me como exemplo (sim, eu existo e as pessoas convivem comigo, vou só usar a situação como ilustração).

Em meados de novembro do ano passado comecei a conversar com um certo alguém via msn. No começo de forma bastante prepotente, mas que foi tomando proporsões beirando a realidade. Eu me esforçava para não levar em conta tudo o que ele dizia porque parecia um dos meus diálogos do Breviações, porém não deu muito certo. Nossas conversas duravam horas e era como se não faltasse assunto... piadinhas convenientes, ironias, pontos de vista iguais, senso de humor e estados de humor parecidos, sem contar a parte de gostar de coisas que aparentemente só eu gostava. Resumindo - era um cara desenhado pra mim.
Além de tudo era bonito (É. Sei lá como coloco o tempo verbal aqui), inteligente, morador de São Paulo. Irritante de certa forma por conter tantas características que me atraem.
Apesar de certas provas concretas, eu não estava completamente seguro da veracidade dessa pessoa, enquanto ser vivente mesmo. Um lance meio louco. "Até onde você é real e até onde eu criei o que você é".

Nós nos conhecemos e passamos duas noites realmente maravilhosas - outro motivo para a minha desconfiança. Era essa sensação de estar com alguém não sabendo quem aquela pessoa era. Uma espécie de dejà-vu fictício.

Ou então outro episódio do seriado da minha vida. Dessa vez real. E assim ele foi também uma pessoa real no personagem que desempenhou: o cara certo, num certo momento, com falas pré-determinadas e performance considerável.

Assim que voltei de São Paulo eu não queria admitir, mas sabia que nunca mais o veria pelo simples motivo de aquela pessoa não ter existido. Quer dizer, existiu, mas apenas enquanto durou sua apresentação. Últimas falas, último abraço, cortinas fechadas, fim.

Houve uma tentativa de deixar o personagem vivo por algum tempo, mas não se consegue ser personagem e ter de viver outra vida.

Aquele cara ficou na estação República do metrô, dissolvendo-se entre quem ia e vinha. Sendo absorvido pelos passos dos apressados e desinteressados. Eu tentei deixar minha parte lá também, mas ela foi teimosa e voltou comigo e me faz ter esses rompantes em escrever sobre pessoas que não existem, diálogos imaginados e sentimentos esquecidos.

Relembrando


Hoje fui convidado para participar de um sarau em dezembro, apresentar um texto meu. Não pensei em nada novo. Acho que levarei este que posto aqui novamente. Desta vez com imagem.

Breviações Biográficas
O elevador parou no 19º. andar. A porta se abriu, eles saíram. O quarto ficava no final de um corredor pouco iluminado, forrado com um carpete azul já muito pisado, talvez por pés que, como os deles, caminhavam lado a lado pela primeira vez.

Esperou para que destrancasse a porta. Entraram. Ele afastou a cortina, abriu a janela, tirou os sapatos, acendeu um cigarro e sentou-se na cama, olhando. O outro olhou a cidade pela janela, sentia-se realmente alto, mas aquela altura que só é alcançada quando alguma coisa realmente boa ou longamente esperada acontece. Serviu-se de coca-cola e também acendeu um cigarro. Seu olhar revezando entre seus próprios pés e os olhos dele. Sorriu. Não sabia, ou melhor, não conseguia dizer quando foi de verdade que começou a acreditar que aquilo tudo estava mesmo acontecendo. O abraço de uma hora atrás, as mãos se tocando timidamente enquanto o táxi seguia, a revelação no elevador: "vocês são namorados?" "sim, nós somos". Mas aquele quarto era sim, real. Assim como eram todos esses fatos e era também a figura daquele homem por quem decidira viajar mais de 400km. Deitaram-se.

Olhava o teto e começou a imaginar quantos outros buscaram aquela cama, quantos deitaram-se nela e acordaram sozinhos e arrependidos, quantos nem chegaram a desarrumar os lençóis esperando pela companhia que não veio. Interrompeu esses pensamentos melancólicos que não combinavam nada com aquilo que estava sentindo. Não queria contaminar e comprometer o clima com tal niilismo antes mesmo de terem sequer tirado a roupa. E então, como se aquela pudesse ser a última vez/chance, virou para o lado e beijou-lhe a boca. "Eu disse que roubaria um beijo" "eu deixei". Ele também virou. Ficaram se encarando de forma tão terna e intensa, que os beijos e abraços seguintes pareciam querer recuperar e recompensar aquele tempo que ficaram separados. Ele 26, o outro 22. E como os braços não bastavam, enlaçaram as pernas. Como os lábios eram pouco, enroscaram as línguas. E juntos nesse corpo que era um, ora ele apertava ora o outro cedia. Que os moralistas não vissem tamanha demonstração de... intimidade!

E como era bom poder sentir os desenhos do corpo dele se revelando à medida que os dedos percorriam nuca, torso, pernas. E os pêlos de todo seu corpo eriçados quando a barba dele resolveu marcar-lhe as costas.

Estava prestes a liberar aquele grito aprisionado que comprimia-lhe as cordas vocais e deixava seu coração arritmado. A pressão das pernas dele entre suas pernas, o suor dele passando pela sua pele, o rubor marcando-lhe a face e aquele estreito vão entre ele e o outro.

E veio impulsionando cada músculo, cada parte de seu corpo extasiado. Ele tapou sua boca abafando o som e beijou o outro até onde permitiu-se alcançar.

Silêncio.

Na cidade que os cercava, algumas luzes ainda acesas. Dois cigarros. A falta de palavras não incomodava, pelo contrário, era melhor pois queria fixar em sua memória, assim como em seu corpo, aquele momento, aquele cheiro, cada detalhe.

Acomodou-se nos braços dele. A noite prosseguia mais calma agora. Era aquela proteção oferecida pelos braços e pelo calor que sentia quando ele respirava que o fizeram adormecer. Só não sabia se teria tempo para acordar.

Palavras Avulsas


(Do tempo em que eu fazia poesia com mais freqüência que agora)

ALFORRIA

Corra em minhas veias
deixando em mim
um pouco do seu torpor

Atravesse minha pele
derramando pouco a pouco
as horas que você me tirou

Iluda meus ouvidos
distorcendo as declarações
do amor que você não teve

Afrouxe o meu peito
depois arremesse-me ao chão
lentamente se despede e me esquece

(É esse) teu sorriso irônico
(que) confunde minhas pupilas
(São) teus braços malcriados
(que) velam por meu padecer.

Gabriel Chacon - 22/10/2007

não, não é bem isso...


Estou bastante introspectivo por esses dias... observador, mais calado. Ao mesmo tempo em que estou facilmente irritado e irritável, com um certo acúmulo de sensações, vontades e diálogos interrompidos. Não, não é uma crise. Talvez um pressentimento - há algo vindo por aí!

Às vezes não estou pensando em nada e de repente eu desligo, vou entrando em mim e milhões de situações, perguntas, vontades, coisinhas nada-a-ver passam pela minha cabeça sem eu nem conseguir conciliar. Tamanha intensidade que adquirem sons, formas. Será que estou ficando louco de vez? Melhor não contar com tantos detalhes então! hehehe

Só que sinto a vida tomando novos rumos. Não sei se a vida de todo mundo, mas pelo menos a minha. Parece coisa de adolescente que não se encaixa no contexto social em que está inserido. Uma vontade de sair sem uma direção.

Estou cansado e sem saco para convencer as pessoas - clientes perdidos andando pelo shopping, que entram na loja sabe-se lá porque e, enquanto estão lá dentro ouvindo minha história de sempre, se perguntam como foram parar lá (se eles não se perguntam, eu me encarrego disso!). Ou convencer os outros (e sublinho aqui o artigo definido masculino) de que sou uma ótima companhia e que, decididamente, não encontrará fácil por aí um outro que seja divertido, inteligente, gostos afins não duvidáveis, etc, etc...

É essa necessidade em ser o tempo todo simpático que me cansa! O que pode ser pura conseqüência dos dias atuais e mais ainda culpa da ocupação profissional que tenho. Ou seja, vivo um paradoxo. Eu não posso fazer cara feia para cliente, não posso dar um resposta irônica proporcional à minha indignação (tá, em algumas vezes eu não me controlo e acaba saindo uma coisinha de leve), não posso evitar ter contatos com pessoas das quais não sinto a menor afinidade imediata (isso para as reuniões de amigos de minha mãe e padrasto, nas quais sou forçado a me socializar), nem entrar em crise direito eu posso porque emprego hoje em dia está difícil, portanto nada de ficar em casa com questionamentos no horário comercial (deixo isso para as horas em que deveria estar dormindo). E tudo isso, querido leitor, munido de um sorriso inabalável e paciência misericordiosa...

Meu reino por uma discussãozinha gratuita, para eu aliviar só um pouco essa pressão contida.

Nova aquisição


Hoje chegou meu livro novo! Ou melhor, o que chegou foi um aviso de tentativa de entrega, mas como não tinham pessoas em casa, ele foi levado para o estoque. Eu sabia que algo assim ia acontecer, vim pra casa pensando: "só porque minha mãe passará a tarde fora hoje, meu livro vai chegar". Dito e feito, quer dizer, pensado e feito! Não me dei por cansado (apesar de ter andado quilômetros desde o shopping do calçado até minha casa e depois até a Av. Champagnat e de volta a minha casa novamente. Pra você que não sabe como é Franca, procure no Google Maps essas localizações que vai me entender. Caso esteja com pressa pra terminar a leitura, apenas saber que foi uma caminhada bastante cansativa é o suficiente!) e fui ao local onde estava o livro. Busquei, voltei, abri (no caminho apertando o plástico bolha que o cobria) e fiz como sempre faço ao comprar qualquer livro: sinto o cheiro das páginas novas! Nossa... poucos cheiros mexem tanto comigo como o de um livro novo, aguardando para ser manuseado... as folhas virando-se sozinhas... tem poesia nisso!

Comecei a ler e não resisti em transcrever o primeiro parágrafo aqui:

"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço".

Com os devidos créditos a Carlos Ruiz Záfon, magnífico autor de A Sombra do Vento (já citado aqui) e desta minha nova aquisição - O Jogo do Anjo (que colocarei a sinopse também).

Só por esse primeiro parágrafo eu já sei que gostarei do livro!

Casos de Família


Bom... então estou no meu soninho hoje cedo quando de repente minha mãe irrompe (nunca achei que fosse usar essa palavra) meu quarto e já começa a falar umas coisas que eu demorei um pouco para entender completamente o sentido devido ao meu estado sonolento... Só sei que consegui discernir algo como levantar logo, ajudar a lavar a cozinha e arrumar lá no fundo. Eu confesso que não quis levantar não, pois era muito cedo e ultimamente eu estava tendo que sacrificar esse sono da manhã. Decidi ficar um pouquinho mais na cama.

Quando levantei e fui até a cozinha, lá estava minha mãe com meu irmão no colo, a cara fechada, mal falou comigo e ficou lá dando de mamar para ele. E eu parado na frente, encostado no armário, esperando qualquer coisa. De repente ela disse que tinha me chamado há uma hora, para ajudá-la a fazer umas coisas, organizar, cortar meu cabelo... aí eu comentei que não precisava se preocupar com o cabelo porque eu usaria o gel e a gente cortava outro dia.
Ela disse: então pode voltar a dormir.
Oh.... vê se pode uma coisa dessa!!

Por isso vim pra cá e estou postando agora cedo, coisa que fazia tempo não acontecia.
Mas agora é deixar acalmar... quando alguém está com a vó atrás do toco, não há muita coisa que se possa fazer.

outro.

Da série...


... Situações que me irritam!


- Quando minha mãe vem acordar meu irmão e eles ficam conversando e não estão nem aí se eu dormia ou não.
- Quando meu irmão sai do quarto e deixa a porta aberta, fazendo com que assim eu escute toda a movimentação no corredor.
- Quando o chuveiro simplesmente perde a potência e a água esfria um pouco durante o banho.
- Quando eu acordo mais cedo, me apronto, vou esperar o ônibus e descubro que ele já foi.
- Quando abro a geladeira querendo coca-cola e só encontro suco de dois dias atrás. Ou quando acho a coca-cola e ela está choca.
- Quando passo um dia inteiro na loja sem nenhum movimento ou cliente e aí do nada, 19:55, entra um.

*
*
*
*

eu juro que ia colocar mais coisas, mas faz muito tempo que comecei esse post e aí perdi um pouco do fio da meada... paciência né! hehehhe....

outro.

Divã


Obrigado por poder me ver a essa hora num domingo, doutor. Era para eu ter ligado mais cedo, mas hoje foram mil coisas acontecendo, meu irmão tomando tempo no computador, enfim. Mas vamos ao que interessa afinal é bem capaz de o senhor estar cobrando bandeira 2 por minuto dessa consulta!
...
Não é que eu seja uma pessoa difícil de ser agradada, exigente demais, perfeccionista e toda sorte desse tipo de adjetivo. Nada disso! Eu simplesmente sou alguém criterioso! Poxa, o que há de mal em ter certos critérios na vida, meu deus? É uma questão de selecionar... tudo nesse mundo se seleciona - café de grãos selecionados, vestibular, seleção natural... coisas bastante comuns. Bom, o fato é: será que esses critérios estão me prejudicando? Vou dizer alguns para você, doutor, e espero uma análise sincera ao final.
Claro que a pessoa pode ser bonita, oras! Não tenho nada contra pessoas bonitas, de verdade! Não quero essa beleza plástica e facilmente comercializável (isso não quer dizer "pessoa feia") que se encontra por aí... mas também não é para ficar se expondo por aí para todo mundo ver que se é bonito, não é mesmo?
Sim, aceito uma pessoa comunicativa, dinâmica, extrovertida... mas isso de ficar se socializando demais não dá! É tão ruim assim ser discreto, contido na medida certa? Eu acho que não!
Prezo pela estabilidade laborial e financeira... Pode até ser divertido sair por aí com uma mochila nas costas, conhecendo lugares diferentes e tudo, mas com a segurança de saber que bem guardadinho está o cartão com crédito considerável!
Sem esquecer de um gosto musical distindo. O que não quer dizer ter de ouvir apenas Bach ou Mozart ou Chico ou Bethânia ou Vanessa... Só que batidão, pancadão, modão, pagodão... sinto muito né... não!
Ah, e a questão geográfica da história. Eu não descarto pessoas de outras cidades e/ou estados do território nacional, pelo contrário, adoro conhecer pessoas de outras localidades. Mas se for pra ser de longe, que tenha uma certa mobilidade, por favor! Venha ao meu encontro ao invés de ficar nessa de culpar a distância.
Sabe doutor, eu acho que se a pessoa puder, como eu posso dizer... perceber essas particularidades, tudo vai ficar muito mais fácil no sentido de travarmos qualquer tipo ou tentativa de relacionamento, não é mesmo?
...
Oi? já acabou meu tempo e o senhor estava quase dormindo aí na cadeira? Como estamos hein...

outro.

DESABAFO DE UM VENDEDOR


Antes, um breve histórico profissional...

ANOS TRABALHANDO NO COMÉRCIO - 4
FINAIS DE ANO EM QUE TRABALHEI - 4
CURSOS DE VENDAS - Friedmann e SEBRAE
PALESTRAS, TREINAMENTOS - ACIF, TREINA SHOPPING, Daniel Godri, etc...
TREINAMENTO DIÁRIO E INTENSIVO NA ACADEMIA GEIZA DE VENDEDORES
HORAS E MAIS HORAS NO SALÃO DE VENDAS

Ok, esclarecidos esses pontos lanço essa pergunta:
Como meu patrão tem a pachorra de virar pra mim e falar que eu preciso de treinamento para atender dois clientes ao mesmo tempo?

hein? hein? hein?

Eu fiquei caladinho depois que ele disse isso, mas a minha vontade era de ter falado umas poucas e boas! Ora essa! Não faz uma semana que eu tô nessa de vender, meu deus!
Atender 3 clientes, que não paravam de falar, andando de um lado para outro na loja, subindo e descendo do estoque sabe-se lá quantas vezes, discutindo e convencendo, fechando venda e blá blá blá... tudo ao mesmo tempo, isso ele não viu né!

Mas ainda bem que Mãe Menininha é mais e minha gerenta sabe das coisas!

Agora olha pra mim e responde: quem fica na loja e lida com cliente - ele ou eu?

outro!

do Orkut, de novo!


Sorte de hoje: "Se seus desejos não forem extravagantes, eles serão realizados"

Não tô entendendo Orkut... quer dizer então que querer uma casa na praia, com a geladeira estocada com Chandon, chocolates espalhados pela casa, um moreno alto bonito e sensual dentro da banheira me esperando e não trabalhar mais são desejos extravagantes?!?!
Se isso não for o básico para uma sobrevivência razoável então não sei mais nada meu deus!

outro!

Adorando!!



Foi meio por acaso que cheguei até esse nome - "Good bye, Lenin!". Porém já tinha ouvido falar sobre. Sabia que era um filme, mas não sabia e ainda não sei do que se trata.

Só que estava eu navegando no Youtube semana passada procurando por vídeos do Yann Tiersen quando vejo um para esse filme... cliquei, ouvi e a musiquinha ficou na minha cabeça - tanto que é a primeira dessa nova playlist do blog.

A música do vídeo se chama "Summer 78".

Não satisfeito e com um certo comichão (comichão se escreve assim?), tratei de baixar hoje a trilha completa do filme, toda ela produzida pelo Yann. Ou seja: M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!

Meus queridos amigos e leitores... músicas com tal sensibilidade e poder que me fizeram querer escutar durante todo o dia hoje! É o tipo de filme que a gente sente vontade de assistir por causa da trilha sonora (igual Amélie de Polainas, que assisti depois de ficar apaixonado pela trilha).

Portanto aqui está a sugestão de trilha para a vida e depois que eu alugar o filme, conto aqui o que achei!

outro.

já sei!!


Olha, depois dessa palestra/treinamento da semana passada, eu me peguei pensando em certas coisas e cheguei a uma conclusão - se nada der certo na vida, vou virar palestrante! Mas palestrante tipo workshop! Com pincéis atômicos, crachás, lousa... todo esse material! E, claro, vários casos para ilustrar os tópicos dos encontros!

Mas eu só fiquei assim por causa da palestrante, perdão, "facilitadora". Ela era uma personagem de stand-up, disso não tenho dúvidas! Podem ler nos créditos do treinamento: atriz convidada, Fulana de Tal!

E ela tinha tudo! Vejam só: figurino todo bem pensado - calça jeans, blusa estilo bata, um grande colar com uma grande pedra presa, um único brinco e pulseiras, pulseiras, pulseiras!

Mas eu só tive certeza de que era uma personagem quando, de minuto em minuto, vinha a risada clichê, as pausas de efeito e os causos!! E eu lá anotando todos esses detalhes, porque não conseguia prestar atenção em outra coisa... Era um misto de Aline Durel e Cinderella (vide Terça Insana).

Só falta agora eu me especializar em algum tema, tipo - motivando e cativando funcionários, 10 passos de sucesso para vendas bem sucedidas... , porque histórias eu já tenho e falar é um dos meus fortes! hehehehe....

outro!

não é por nada...


Ok... eu entendo e compreendo que existam estilos e tudo mais por aí e que devemos respeitar pois cada um tem o seu. Eu também tenho o meu e sei o que fica bem em mim e o que não fica. - bomsenso ON! -
Adoro certas peças alternativas para compor meu guarda-roupa. Seja um tênis quadriculado (inclusive já postei uma foto aqui), uma camiseta listrada, um Converse meio cano verde brasil, um terninho Dior, uma calça xadrez... tudo isso sendo usado com moderação.

Aí ultimamente vem um tal modismo de usar lenços... tá... moderninho e ao mesmo tempo retrô, descolado e ao mesmo tempo chique... tudo isso muito bacana. Tenho até um amigo que sempre usou, independente de estar em evidencia ou não. Principalmente quando não estava. É igual ao xadrez. Faz tempo que não visto minha calça xadrez porque onde quer que eu vá tem pelo menos umas 3 pessoas usando... e aí me desanimo. Gosto de usar quando é diferente, quando chama atenção... Mesma coisa quando uma banda de que eu gosto se torna popular... perde o encanto, apesar de eu continuar gostando. Mas enfim... voltando.

É muito bacana que tenham trazido os lenços de volta, mas por favor né, pegar a toalha da mesa da avó e enrolar no pescoço pra dizer que é moda é uma coisa que NÃO FUNCIONA!!!!

Dá até um mau-estar ficar olhando aquele tanto de pano enrolado no pescoço... chega a parecer que está pesando, a pessoa anda meio curvada... além do calor que isso passa.

Que partam minha cara os defensores do uso da toalha da avó, mas moderação nunca fez mal a ninguém!

Sim, isso foi um desabafo... porque como eu sou, não consigo ficar quieto vendo essas coisas acontecerem!! hehehe...


outro para vocês!

eu passo...


Porque eu gosto de deixar as coisas bem claras por aqui. E também porque todo mundo fica colocando que gosta disso, gosta daquilo... Resolvi radicalizar e lanço essa listinha de coisas das quais NÃO gosto. Tá certo que são alguminhas só, mas já é um começo. De repente eu faço updates depois.

* Filme dublado
* Legenda branca
* Acordar cedo (precisando ou não)
* Água fria pra tomar banho
* Uva passa na granola (e em qualquer lugar também. pra que uva passa no mundo?)
* Coca-cola sem gás
* Acordar sozinho (a gente acostuma né...)
* Meu bruxismo
* Baixa auto-estima
* Joelhos pra dentro
* Saudade
* Tempo
* Churrasco
* Carnaval
* Choro de criança
* Criança
* Fazer a barba
* Banheiro público
* Caroços
* Tamarindo
* Peixe
* Gema de ovo
* Futebol
* Pessoas que conversam cutucando
* Crises de insônia

A gente nunca perde por ser seletivo né!

outro pra vocês também!

Divã


Já que eu não conheço nenhum terapeuta - e faço aqui meu apelo de que algum venha ao meu socorro (de preferência moreno alto bonito sensual inteligente... quer dizer...)- vai aqui no blog mesmo, que aliás fica mais barato e às vezes chega a ser divertido!

Não doutor, não estou muito bem. Os últimos dias e meses têm sido uma merda, pra usar um eufemismo...
Não, o senhor não me passou nenhuma receita com nenhum medicamento que tivesse tarja preta ou vermelha...

É o seguinte, esse negócio de mudança súbita de humor, complexos, crises, confusões, auto-estima, tudo muito bonito pra se dizer, mas olha só, já não tem mais a menor graça. Que que é?? Vou ficar nisso de ser testado até quando? Não tenho nervos suficiente para agüentar pancada e mais pancada... sabe, eu fico olhando ao redor e só vejo as coisas serem construídas depois que já passaram por mim. Quer dizer, até quando eu vou ficar servindo de transição pra algo melhor para os outros e eu mesmo nunca? É difícil lidar com a felicidade e satisfação alheias quando não se tem muito o que aproveitar delas. E eu sinceramente não gosto de pessoas felizes e satisfeitas depois de tanto esforço meu em vão. E não é ser egoísta... (ou é?), mas, que tipo de coisa misteriosa é essa que eu tenho que aprender, ver, sentir, sei lá! até que algo consistente decida permanecer comigo?
E isso de esperar para conhecer pessoas do nada já deu né? Cansei de pessoas perdidas na minha vida... quero alguém com direção.
Essa semana foi bordoada depois de bordoada...
"Olha, eu gosto muito de você por isso vou ser sincero e te falar que conheci outro cara e parece que vai ser um lance sério. Mas não quero deixar de ser seu amigo..."
blá blá blá...
"Você é uma pessoa ótima, mas entrou um amigo meu que eu não conversava há um tempão e eu morro de vontade de ficar com ele..."
blá blá blá...
"Se fosse em um outro tempo..."
blá blá blá...
"Não respondi você porque tô namorando e não queria cair em tentação..."
Peraí!!
Eu sou algum tipo de vírus ou mutante que seja tão impossível assim ficar por perto? E essas coisas de desculpinhas e explicações sendo usadas como justificativas para algo tão bobo!
Eu já não dou conta mais, sabe... ah... chega um ponto na vida em que qualquer coisa se torna forte demais. Ou pode ser que eu esteja de TPM e essa dor na minha cabeça deve passar tão logo eu menstrue toda essa sujeira, frustração, paranóia, desassossego, desapego... é tanto que eu acho que absorvente não daria conta não.

Ai doutor, eu sei que deve ser horrível ficar aí escutando minhas lamúrias, mas eu estou pagando! hehehe...
E nada de conselhos e orientações do tipo: "dê tempo ao tempo..." que isso vai me deixar mais irritado ainda!
O negócio é uma ação interventiva rápida e eficaz! Penumotórax talvez...
E não adianta porque eu sou teimoso e vou ficar falando nisso, mesmo sabendo que só depende de mim e aquele tanto de baboseira que se encontra em todo livro de auto-ajuda, mas paciência.... a crise é minha, o blog é meu e eu falo mesmo!

O quê? A hora já acabou? Você tem outro paciente? ah... eu entendo.
Amanhã no mesmo horário? Tudo bem.

Obrigado doutor.
**********************************
não é pra ter realmente nenhum sentido claro nesta postagem... mas pelo prazer de colocar pra fora.

como estamos hein...


AH! ESSE POST VAI SER EM LETRAS MAIÚSCULAS POR CAUSA DO MEU ESTADO DE ESPÍRITO (MEGALOMANÍACO? COMPLEXO DE INFERIORIDADE?) - INDIGNAÇÃO!
EU ESTOU PRECISANDO DESCARREGAR E O ALVO FOI O BLOG. PODE SER QUE O SUJEITO LEIA ISSO, OU NÃO LEIA, EU TAMBÉM NÃO DOU A MÍNIMA, OU DOU NÉ, PRA ESTAR ESCREVENDO AQUI.... ENFIM!!!!
POR QUE ALGUÉM SE DÁ O TRABALHO DE FICAR FAZENDO CENINHAS NO ORKUT, SENDO QUE HÁ POUCOS MESES TINHA UM DISCURSO TODO PRONTO CONDENANDO ATIVAMENTE ESSA REDE SOCIAL. AGORA FICA LÁ, EXIBINDO FOTOS PARA QUEM QUISER VER DA VIDINHA TÃO LEGAL QUE ESTÁ LEVANDO.... PELO AMOR DE DEUS NÉ!
PELO MENOS NÃO FIQUEI MUITO TEMPO SENDO UM IDIOTA GRATUITAMENTE... VAI SABER O QUE PODERIA TER ACONTECIDO.
MAS AH... É MUITA FALTA DO QUE FAZER IR LÁ ME PROVOCAR... TÁ QURENDO O QUÊ?? PASSA NA PRAÇA NÉ! TÔ LINDO QUIETO NO MEU LUGAR.... ME DEIXE AQUI!
E DIGAM O QUE QUISEREM!
CIÚME... BLAH! OLHA BEM PRA MINHA CARA... TENHO MAIS O QUE FAZER... INDIGNADO É A PALAVRA...
E BASTA. POR ORA...

letras pra que te quero!


Eu decidi que faria esse post sem pretensão de assunto, deixando as palavras fluirem ao bel-prazer! (mentira porque antes de estar escrevendo aqui eu tinha pensado que faria o post justamente assim, mas pra que perder o encanto né? rs) Igual há uns anos quando eu estudava e ficava fazendo redação livre porque não queria prestar atenção em algumas aulas. E não era só eu. Uma amiga minha também fazia ainda mais e a gente depois ficava tentando desvendar as mensagens por trás das frases aparentemente sem sentido que ela escrevia! Era ótimo! Eu tenho uma folha guardada até hoje... sem falar quando ela resolvia ficar desenhando na carteira... mas eu digo EM TODA A CARTEIRA! Não só num espacinho pequeno, nada disso! Envolvia todo o perímetro carteiral! ai ai....

Minha janta hoje foi um brotinho... não, não estou me tornando um canibal-pedófilo-usando gírias antigas, tsc tsc tsc! Foi um brotinho de frango com cheddar. Nham nham! Depois de alguns dias me privando (ops!) de certos alimentos hoje já senti que era hora de voltar à normalidade - batata frita no almoço, pizza agora e comendo dadinhos em intervalos nada regulares! (mas já estão acabando...) Nada mal para quem estava sentindo como se tivesse uma bola no lugar do estômago, que ficava subindo e descendo e quando eu ia dormir parecia que inflava! Ontem achei que fosse precisar enfiar uma agulha umbigo adentro pra resolver meu problema! Mas enfim... consegui dormir e a primeira notícia que recebo da minha mãe quando acordo é:
MÃE (segurando o bebê): Bi! Tá um frio lá fora! Uma chuva.... (sai.)
Ótimo!! Eu realmente adoro ser acordado bem mais cedo do que eu precisava pra saber que vou trabalhar com o tempo de chuva! Obrigado mesmo mamãe!

Continuando a saga do meu dia, despedi e estava seguindo lindo meu caminho rumo ao ponto de ônibus quando sinto pingos em mim. Olho pra cima, analiso o tempo por trás dos meus óculos escuros (sim, não tô nem aí! Uso óculos escuros faça sol ou chuva e ninguém tem nada com isso. obrigado!) e chego a conclusão de que as nuvens muito cinzas que pairam sobre a zona sul certamente vão me seguir... volto pra casa, pego o guarda-chuva e aí sim vou para o ponto de ônibus. Mas nada do ônibus passar no horário (tá, eu posso até pensar que foi por causa do meu celular adiantado, mas sei lá...) e então quem chega antes? A chuva! Mas nada dessa chuvinha mansinha.... UMA TEMPESTADE!!!!! Eu só não fiquei mais molhado porque me escondi no laboratório perto do ponto! Mas meu legítimo yellow port ficou ensopado, minha calça quase toda... e eu que odeio levar guarda-chuva tendo q lidar com o objeto como se ele tivesse ganhado vida! Além disso, o buslightyear podia passar a qualquer momento! E eu já pensando o pior... quase ligando pra chamar um táxi no sentido de não me atrasar para o trampo...
Mas não foi preciso, graças à Mãe Menininha! A chuva deu uma estiada bem na hora do ônibus passar. Porque eu já estava com pesar de ter que desembolsar 10 reais num táqui.

vou finalizar por aqui... sem conclusões!

passada rápida por aqui...



Estou lendo e praticamente terminando (acho que termino hoje mesmo) A Sombra do Vento. Simplesmente envolvente!! Uma história fabulosa (acho que é a primeira vez que uso essa palavra).

Esses últimos dias foram bastante estranhos no sentido de me deixarem mal. Minha cabeça absolutamente cheia - contra a minha vontade - de pensamentos e lembranças e aflições e frustrações e parcos desejos e desilusão que fazem com que o breve intervalo entre uma e outra, quando eu consigo durmir, seja um lugar onde não posso permanecer mais que alguns minutos.

Estou com medo de que alguma crise de ordem psicológica aconteça. Sei que tenho tendência a esse tipo de coisa, apesar de nunca ter enfrentado nenhuma muito séria por achar que eu não posso me dar ao luxo de ficar deprimido e não trabalhar e não ensaiar e não escrever. Ou seja, deixar esse eflúvio de sentimentos me dominar. E acho que seja esse medo que evita o pior.

Esse choro preso atrás de portas que não quero abrir me consome. Mas me respondam: o que fazer? Ignorar? Relutar? Camuflar? Concordar? Conformar? São dúvidas e vontades que apenas vão deixando o labirinto ainda mais enclausurador.

O que eu queria mesmo era poder ficar sozinho... apenas. De repente munido de um computador para esvaziar um pouco meu peito. Como se fosse uma bolha. Condenado à condição de ermitão urbano. Essa obrigação de me socializar desde quando eu era pequeno contra a minha vontade é o que mais pesa. Reuniões familiares (tios desconhecidos, primos cansativos... com exceção de uma, amigos de mãe e padrasto que pouco me importa saber os nomes), ambiente escolar (companheiros de sala pelos quais eu não tinha a menor vontade de manter contato - e isso na pré escola, quando a minha atual professora chamou minha mãe e disse que eu era uma criança muito sozinha e que tinha que brincar mais com os outros, conversar mais. Mas meu deus! O que eu poderia fazer se nenhum deles correspondia às expectativas que eu tinha de pessoas interessantes??) e agora o ambiente de trabalho onde estou inserido é a prova diária pela qual tenho que passar e enfrentar essa minha condição de quase sociofóbico (não que seja um medo, mas apenas a vontade de reduzir os contatos e quantidade de pessoas perto de mim). Me bastava estar na minha cama e dormir até cansar e precisar continuar dormindo... apático e a parte de tudo. Dando-me o direito de ler o outro livro que comprei e de comer alguma coisa também.

É só essa sensação de desperdício... de estar deixando muita coisa passar devido a esse estado de inércia... essa perda de tempo e potencial.

"Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa.
E qualquer desatenção, faça não,
Pode ser a gota d´água"

e só...

de como um título diz muito sobre o post...


Não sei se já comentei aqui por esses dias, mas como estou com preguiça de verificar, vou colocar mesmo assim... bom, já temos uma data para receber o novo integrante da família. Sim, depois de muitos cálculos cabalísticos e análises astrológicas (entenda-se: o dia em que o médico estipulou) chegamos ao dia 15 de julho. Portanto querido leitor, não sinta-se envergonhado de vir até minha casa e deixar o seu presente, quer dizer, fazer uma visita.

Como eu disse que assisitiria ao Caçador de Pipas e depois viria colocar minhas impressões, aqui vão elas:
* Não gostei tanto assim. Tem todo aquele negócio de levar em conta que é uma adaptação e blá blá blá, mas mesmo assim não fui muito com a carinha do filme. É a velha história de o livro ser melhor. Mas tiveram sim algumas cenas interessantes em que os atores se saíram muito bem.
* Consegui assistir até o fim por causa da trilha sonora. É ótima! Envolvente, inteligente, significativa... ou seja, é o que valeu a pena para mim.

Aproveitar esse espaço para dar as boas vindas a alguns novos leitores e agradecer aos comentários. Espero que as visitas por aqui se tornem freqüentes!

Outro!