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Era uma vez um blog


Sim, postagens eventuais são tudo que tenho, mas mesmo assim não tenho coragem de fechar o blog ou começar um outro - tenho uma ligação com este, já que são vários anos cultivando este espaço.

Acontece que tenho vontade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e acabo não fazendo nada... livros, séries, arrumação do guarda-roupa e por aí vai.

Semana passada fui novamente ao Rio e preciso mesmo relatar todas as peripécias desta e da viagem anterior em setembro, de modo que farei postagens aleatórias, sem obrigatoriedade cronológica, pra tentar colocar aqui como foram esses dias.

Um outro projeto chamará "Crônicas de Balcão", pra colocar o desabafo de um vendedor e revelar os bastidores de quem trabalha com essa linda e desgastante profissão.

Fiquem ligadinhos!

Cazuza me entenderia


Desde quando voltei do Rio venho planejando este post.

Enquanto o avião pousava eu já estava ansioso pra chegar em casa, deixar minhas coisas no chão e curtir minha última semana folgado. Não foi o que aconteceu...

O portão abriu e ao mesmo tempo começava um certo desconforto, algo como não ter que estar aqui. A garagem me parecia estranha, a cozinha, a sala e até meu quarto. As coisas não se encaixavam ou, como vi depois, era eu quem não me encaixava mais em casa.

A vontade era fechar tudo novamente, pegar as malas prontas e sair. De volta pro Rio, na direção de algum outro lugar pra me estabelecer.

Esse desencaixe me deixou irritado e frustrado ao ponto de não querer me mexer, interagir em casa, acordar. Eu teria passado a semana toda deitado não fosse minha mãe com algo diferente pra fazer a toda hora e não fosse também o calor. E por aqui nada de água de coco pela orla, bebê.

Dormia desejando que tudo parasse ou então que me dessem passagem pra outra dimensão. Tudo que eu precisava era ficar só, colocar a filosofia de Cazuza em prática - o mundo inteiro acordar e a gente dormir.

É uma conta, é um conto


Férias - Dia 01


Aproveitando a oportunidade deste momento tão especial, resolvi usar esses 30 dias para retornar com minhas atividades diárias por aqui.


Eu estava mais ansioso em começar logo esse momento de descanso do que em viajar. Acontece que agora que já começou eu não vejo a hora de arrumar minha mala e partir! Adianto que os dias no Rio de Janeiro podem sem complicados de colocar aqui por causa da falta de conexão à internet (leia-se: possibilidade de álcool no sangue), mas farei bom uso das conexões wi-fi espalhadas pela cidade se elas próprias colaborarem.


O dia começou com uma ligação da minha mãe contando-me que caiu no centro da cidade ao atravessar a rua. Eu já estava acordado, mas com essa notícia eu realmente despertei! Minutos depois ela já estava em casa e eu esperando por joelhos e mãos machucados e o que vi foi um ligeiro ponto vermelho no joelho e ela reclamando de dor na mão por causa do impacto. "De uma queda foi ao chão..." 
Bleh! Esperava por algo mais dramático. Até perguntei se ela tinha feito uma cena quando caída e tudo que recebi foi: "Claro que não! O semáforo já ia abrir". Fosse eu teria simulado um desmaio...


Acho que o tombo serviu de sensibilização para que minha mãe viesse falar comigo sobre várias outras coisas, inclusive a situação complicada da minha irmã na escola e o fato de que talvez ela tenha que ir para a rede pública de ensino e o pedido de minha avó para que coloquemos meu irmão menor na escola também. Tudo que fiz foi ouvir as aflições de minha mãe e depois recebi a missão de conversar com minha irmã.


Como eu não tinha almoçado ainda e a preguiça de me locomover pela cidade era maior, decidi improvisar algo com o que tinha aqui em casa mesmo e o que saiu foi o de sempre: arroz com milho.


Conforme eu havia dito para minha mãe, usei esse meu primeiro dia de folga para lavar o banheiro e entre uma rapada e outra, irritado com a porta porque ela não parava aberta, dei um murro para descontar a raiva e só depois de terminar a limpeza fui sentir a dor. Bem feito pra mim.


Eu tinha planejado fazer um café da tarde um pouco mais incrementado, porém perdi a vontade assim que saí e tudo que comprei foi pão e pão de queijo.


O pessoal de casa começou a chegar e eu fiz o que qualquer pessoa faria - desliguei o computador, peguei uma revista e deitei. Não queria muita interação. Tanto que acabei cochilando e levantei umas duas horas depois. Tempo suficiente pra todo mundo ir para os respectivos quartos.


E só.


Estou aqui entretido lendo artigos na Wikipedia sobre o Egito Antigo.


Sem balada, sem bebida, sem sexo e sem punheta nesse primeiro dia.


Até amanhã!

#Enferrujado


     No começo do ano pedi uma luminária para minha mãe mesmo sem ter uma mesa onde colocá-la, mas aí mudamos o jeito como o meu quarto era e consegui um lugar bom para ela ficar - do lado da cama, em cima da televisão. O lugar foi bom porque eu durmo na parte de cima da beliche, então estou a meio braço de alcançar o botão.
     Depois dessa mudança eu passei a deixar meu caderno-de-capa-vermelha embaixo do meu travesseiro para eventuais casualidades.
     Antes de ter a luminária, dia 31/12/2010, por volta de 3am, fui perturbado por uma ideia tomando forma que não me deixava dormir. Não lembro bem a ideia geral para que o texto tomasse corpo, mas foi algo assim:

 - Mas são tantos desencontros, tanta correria, tanta tecnologia: RTs, DMs, DPD - Deixa Pra Depois. Vou na contra-sorte. Preciso de uma luminária para momentos como estes, mas não, não vou acender a luz! A ideia que fique quietinha ou se lance ao emaranhado de outras tantas ideias e frases geniais condenadas a ficar no limbo criacional em que se transforma minha cabeça quando me preparo para dormir.

     Pode ser que eu volte e crie um começo e um desfecho para justificar tal meio. Até lá, querido leitor, melhor continuarmos na contra-sorte.

"Idas e Vidas"


Nessa semana repeti um antigo hábito que era ir ao Fish quintas, sextas e sábados. Por que o bar é infinitamente mais legal que qualquer um em Franca? Não, mas é onde a galere é bem recebida, a batata com queijo é deliciosa e a caipirosca custa um preço razoável e vem em um copo grande e cheio! Mas não é sobre isso que vim escrever.

Estávamos @eddipomini, @rokairala e eu conversando na calçada quando vi uma antiga amiga, que era minha gerente na primeira loja onde trabalhei e depois virou mais amiga que gerente. E mesmo depois que saímos da loja mantivemos contato.

Voltamos pra mesa quando fomos surpreendidos por essa amiga - Drix - falando em espanhol como se fosse a coisa mais normal do mundo. Sentou-se com a gente e começou a contar as peripécias dos últimos meses e por onde tinha andado. Achei que a vibe espanhola fosse passar nesse momento, mas não... foi narrando tudo em espanhol e gesticulando muito!
Enquanto ela contava que passara 3 meses trabalhando numa espécie de restaurante em Salvador, convivendo com gente de tudo quanto é lugar e quase fora parar na Espanha para conhecer um cara (Identificação total nesse momento, mas eu nunca c
ruzaria o Atlântico para conhecer alguém assim. Ir ao Rio para conhecer fulano foi pinto pequeno perto disso, mas enfim) eu ficava pensando em como tenho vontade de ser geograficamente desprendido também. Poder botar tudo na mochila, pagar uma passagem, escolher um lugar aleatório e pronto! Ficar uns meses, experimentar do lugar e
das pessoas, voltar, partir de novo. Ficar nesse incessante desbravamento.

Mas me falta caradurice e me falta parar de gastar com outras coisas se quero realmente viajar por aí. E, principalmente, falta a coragem de fato. Enfrentar, arriscar. Fico preso nessa desculpa de preparatórios, planejamentos, organização, quando na verdade é medo de não conseguir ir, não conseguir sair daqui, prender-me usando minhas próprias maluquices.

Quem sabe quando atingir os 30 seja a hora de cortar o cordão e ir pro mundo.

#Mofando


Depois de ficar me resumindo a 140 caracteres para piadas rápidas, devaneios curtos e informações instantâneas, volto para jogar um óleo nas engrenagens e fazer desse um blog atualizado de novo.
Não sei se por causa da chuva que não para faz dois meses ou por ter visto o filme da Bruna Surfistinha domingo passado que fiquei reflexivo e disposto a reencontrar esse meu lado. Não tenho rascunhos nem ideias muito diferentes, só mesmo a proposta de continuar como era - indicações de filmes e livros, alguma música que por ventura tenha se sobressaído, histórias do cotidiano dentro da loja e, claro, algumas Breviações.
Também acho que me senti incentivado pelas amigues do Aleluias e Agonias e do Cólica Mental reformulando os respectivos blogs e aceitando a vida prolixa de volta!
Quem sabe até surja algum Eu x Ele porque a geografia foi generosa há quase um ano e tenho material considerável para usar!

#Lista


Como todo ano, começo esse de novo fazendo lista de filmes para minha coleção. Aceito sugestões nos comentários.

*Crash
*Garden State - Hora de Voltar OK!
*Moulin Rouge OK!
*Aos 13
*Irreversível
*Ken Park
*Adeus, Lênin!
*Pequena Miss Sunshine OK!
*Sex and The City 1 e 2
*C.R.A.Z.Y.
*Como Perder um Homem em Dez Dias
*Tudo pra Ficar com Ele
*A Origem OK!
*Salve-me Quem Puder OK!
*Carga Explosiva 1 2 e 3
*Dança, Paixão e Fama
*Sob a Luz da Fama
*Showbar OK!
*Juno OK!
*A Última Dança
*Vem Dançar OK!
*Os Vingadores
*As Brumas de Avalon
*Os Excêntricos Tennembauns OK!
*Os Saltimbancos Trapalhões
*Os Trapalhões e o Mágico de Oroz
*Um Crime Entre Amigas
*Os Normais 1 e 2
*Closer OK!



#Ilhado


Não, não é síndrome de Rafael Ilha... Mudei de endereço e, brilhantemente, esqueceram de fazer a parte da instalação telefônica. Conclusão: além de ter que esperar para o técnico ativar telefone e internet, agora precisamos esperar o eletricista - #mefudi.

Enquanto isso vou usando os wi-fi por aí e a internet aqui da loja. E também montei o kit de sobrevivência para essas longas horas offline: Super Banco Imobiliário (estava chateado, precisava descarregar), séries e mais séries no computador (e também Gilmore Girls) e também os vários livros que comprei nessas promoções do Submarino e não pude ler.

Só espero não ter uma crise de abstinência por causa do MSN.

Diário de Bordo #1


O motivo de voltar assim é para detalhar e relatar essa nova fase. Decidi começar a malhar.
Espantoso, sim, eu sei... mas já era algo que há muito gostaria de fazer, porém minha auto-estima flutuante e minha preguiça contribuíam para que fosse adiado. Até que munido da companhia de meu estimado amigo Eddie, fui com a cara e a coragem desbravar esse mundo maravilhoso da malhação. Decidi que este será meu projeto pessoal por um ano, pelo menos.

A tal primeira semana de adaptação já acabou e hoje começou o treino de fato. Minhas modestas medidas iniciais ficarão guardadas na ficha da academia e no meu caderno de cabeceira. Depois, com a evolução, coloco aqui.

Para quem está se perguntando, começar a academia é praticamente como perder a virgindade - doi! Meu braço esquerdo ficou sem movimentação completa por uns dois dias depois de ter começado. Mas agora, ao fim de duas semanas, já me acostumei.

A vibe na academia é ótima! Mesmo porque Eddie e eu sempre temos uma piada oportuna para qualquer situação, e nossa instrutora acha divertidíssima nossa presença - e também o dono da academia, que atende pela alcunha de Grilo.

Desafio lançado e blog atualizado. Li num site que é importante manter registros dos exercícios e pretendo fazê-lo por aqui.

Ah, só uma observação: meia social na academia não dá muito certo


.

#não esqueci a senha


Como é mesmo que se usa isso aqui? Achei que tivesse tomado rumo e iria postar com mais frequência, mas me enganei novamente. No entanto acho que quero voltar a utilizar este espaço como uma forma diária de relatos, mas com aquele toque mais cronical aos acontecimentos muitas vezes corriqueiros. Ainda mais agora que estou trabalhando numa outra loja, outro ambiente - mas logo coloco todo mundo no eixo!!

O lance é encontrar um novo estimulante cerebral, sensorial (que não seja psicotrópico ou ilícito)! E printemos as comunidades do Orkut porque ele logo vai acabar!

#O tempo - e o que fazemos com ele


Daí que meus amigos simplesmente não ligam pra mim quando digo que quero tomar chocolate quente, resolvi ir sozinho.
Fiquei numa mesa ouvindo as músicas do meu celular - que por sinal estava num momento muito inspirado no aleatório - e escrevendo... Várias páginas. Divagações que há muito não fazia.
Pensamentos indo e vindo, lembranças, projeções, até que 6 anos de história se materializaram bem na minha frente. E eu fiquei pensando no quanto de nós deixamos por aí.
Já me deixei por aí nessas palavras que escrevo, nas conversas de bar, nas ruas das cidades por onde passei, no violino que troquei para poder estar de volta, na mudança de planos, nas despedidas...

"Eu não sou daqui também, marinheiro
Mas eu venho de longe, e ainda
Do lado de trás da terra
Além da missão cumprida
Vim só dar despedida..."

E assim seguem-se os anos e a pergunta que fica é - quanto de nós fica nos outros?

#de versos e reaparições


Encontrei esse texto por acaso fazendo uma limpeza na caixa onde coloco os boletos pagos, comprovantes de pagamento e coisas sem muita funcionalidade... Palavras e construção originais. Só não me lembro ao certo a data, mas acredito que tenha sido em 2008, na loja.

E se ao invés do "não"
a boca tivesse encontrado o "sim"
Se o aperto no peito
não fosse a saudade chegando assim
Se as noites e os dias
corressem menores para eu vivê-los
Se chuva e lágrima
caíssem do mesmo jeito,
mas não com o mesmo efeito.
Ainda que não alcançasse a mão,
pudesse ter o sorriso
E se a letargia abrandasse
Meu corpo todo falasse
Essa angústia cessasse
e eu me rendesse...
A sina de desesperar
Desamparar
Desabafar

#orkut, ciúme, telefonema


Então eu estou bem quieto no meu canto, preocupado com o andar das coisas na Amarellow Port, quando recebo uma ligação de um número desconhecido. No momento não pude atender pois estava com um cliente, mas tão logo desocupei o tal número ligou novamente.

Mas era um desses pré-pagos pai-de-santo, que só recebem porque nunca tem crédito o bastante para fazer uma ligação que não seja para os números da própria operadora. Liguei de volta.

Na verdade a pessoa, ao contrário do número, era conhecida. De vista, pois não nutro nenhum tipo de afetividade por ela - neste caso ele. Um funcionário do outro shopping.

Como ele conseguiu meu número eu só fiquei sabendo bem depois, quando minha mãe me contou. Eu já estava bastante surpreso com o motivo da ligação, quanto mais saber como ele conseguiu meu número.

E o motivo - o fato de eu ter deixado um mísero e descontraído comentário em uma foto do orkut com as palavras "chúnior" ou "xunior", já nem me lembro mais.

Às vezes um apelidinho bobo opera monstruosidades numa mente neurótica e leva a pessoa a querer tirar satisfação. O que aconteceu neste caso.

Era um misto de indignação e surpresa, mas eu fiquei muito mais espantado!

Fato é que na festa de aniversário de meu amigo Rafa, passei um bom tempo junto com meu amigo Eddie e na presença do dito namorado, chamando esse menino pelo apelido e forma com que dizemos as palavras com J e G agora - usando o fonema /ch/ (se é que existe um fonema assim! rs). Por exemplo: chente, achuda, Chúlia e Chúnior.

Aí que eu resolvo postar um comentário relembrando a festa e recebo essa ligação como resposta, quédizê...

Tendo que parar meu trabalho para ouvir namorado ciumento e inseguro lamuriar pra mim... Faça-me o favor.... Como gosto sempre de salientar, prefiro os morenos altos e magros/saradinhos!

Lembrei-me dos versos:
"O ciúme doi nos cotovelos,
na raiz do cabelo,
gela a sola dos pés..."

#off


Desculpa pai, desculpa Brasil pela ausência, mas sabe, eu preciso de algo que me motive para vir aqui escrever e ultimamente tenho andado muito no limbo, inértico - caso essa palavra exista. É ao mesmo tempo um sossego que me desassossega, pois me dá uma aflição não ter nada congruente para se colocar aqui. Inclusive fui repreendido em um comentário no post passado.
Mas quem sabe depois dessa noite algo mude.

#blá blá blá


Inspirado por minha amigue Lalinha, deixarei algumas palavras neste dia, que pra mim é como outro qualquer, com a diferença de que trabalho bem mais em menos horas e também como mais e também preciso fazer social com a família e também não tenho para onde ir.

Para ser sincero eu gostava do Natal quando era pequeno... primeiro porque eu não trabalhava (rá!), segundo porque era sempre divertido pois vinham os parentes de São Paulo e sempre sobravam algumas histórias depois. E principalmente porque tinha papai Noel naquela época e eu ganhava meus presentes, ao invés de comprá-los. E o principal - eu podia ficar quietinho num canto, caladinho brincando que não vinha ninguém me pedindo para interagir... mas a partir dos 10 anos tudo muda de figura.

Após o choque de saber a verdadeira história do tal bom velhinho - que atualmente não consigo encaixá-lo em nenhuma outra categoria que não pedófilo oportunista de temporada - veio também a tal necessidade de participar da noite em si. Isso pra mim é uma tortura (por isso digo que meu emprego é um paradoxo e eu vivo numa contradição).

Natal pra mim é só mais um motivo para comprar! hehehehe.... principalmente coisas para mim! Mas só rola
**********************************
10/02/10 - vou terminar essa postagem não. passou a vibe.

#Breviações


- É que tenho uma certa dificuldade em articular com destreza as palavras, entende? Expor um ponto de vista. Ainda mais com essa sua vontade tão explícita de querer que eu diga sobre mim... não, não estou fugindo do assunto, nada disso. Só não sei se vou conseguir driblar minha prolixidade para deixar claro para você quem eu sou. Hein? Não existe 'prolixidade'? Então como é? Mas depois você me explica, estou no meio de um pensamento... mas sabe quando a gente não deve ir contando tudo de uma vez? Sei lá, mas que graça tem se eu me sentar com você agora e ir falando tudo de mim, coisas das quais eu gosto, das que não gosto, que já machuquei meu joelho andando de triciclo quando era criança e que também já caí da privada quando tinha pouco mais de 1 ano e bati a boca no chão enquanto minha mãe tomava banho? Entende o que eu quero dizer? Porque se eu te falo tudo isso agora, cara, acaba o mistério, acaba aquela vontade incessante de querer descobrir algo de mim que ainda fica guardado - aquele sonho, aquele medo, aquele plano de mudar para longe daqui levando só minha mochila nas costas para encontrar sabe-se lá o que. Talvez um grande amor, desses que a gente fica com vontade de contar num livro. Viu? Eu disse que fica difícil parar depois que começo a falar... mas agora é a sua vez. Eu prometo que fico aqui quietinho, ouvindo, esperando para fazer os comentários nas horas em que você tomar fôlego. E também não vou interromper para contar que já vendi meu violino para voltar do Rio de Janeiro e que... Oi? Tô fazendo de novo né? Desculpa... pode começar.

Então tá!


Já que eu não fiz nenhum relato decente e com a riqueza de detalhes que me é peculiar em minhas histórias, postarei nestes dias que seguirão, como foram as minhas férias. Porém apenas as partes mais relevantes.

Tá, ou pode ser preguiça de pensar em outro assunto. Mas sério, tenho MESMO que colocar aqui algumas das passagens mais bizarras, engraçadas e românticas também - se as tiver.

Noite em claro, gato sem o movimento da pálpebra, invasão na peça de teatro, entre outras!

Quem sabe essa semana então... pretendo estipular temas, para que fique mais fácil.

Outro.

#Filme e Sessão Descarrego


A história que contarei hoje aconteceu há alguns anos, quando eu tinha uns 14, 15 anos, eu acho. Mas isso não importa. A coisa foi assim...

Depois de termos visto O Exorcista, estávamos nessa vibe de passar as tardes vendo filme de terror e comendo pipoca (eu não gostava muito de fazer coisas assim na minha casa porque a sujeira toda ficava para eu limpar sozinho).

Um belo dia resolvemos alugar O Exorcista III, por um péssimo motivo, afinal de contas a história é muito ruim, com ênfase no ruim. Só me lembro de ter visto umas partes com pombos, muito gelo seco e uma clínica de distúrbio do sono. Até achei que pudesse ser um filme do Freddy Krueger, mas enfim. Vai ver nem era o III e sim o II, mas nem por isso seria melhor. Mas voltando. Estávamos em 5 pessoas, na sala. Pipoca rolando e o filme lá... Ninguém gostando. Quando de repente notamos que a Fulana (não lembro MESMO do nome dela) estava muito quietinha sentada no sofá.

Começamos a conversar com ela, mas não respondia nada, não mexia. Aí do nada falou para colocarmos na novela do SBT - Kassandra (aquela da cigana e tal... joga no YouTube). Claro que ninguém levou esse pedido muito a sério. Mas ela continuou e deu birra até. Quando vê, soltou os cabelos, segurou o bico-de-pato perto da boca, como um microfone, e a partir daí a coisa desandou!

- Eu sou a Kassandra! Eu sou a Kassandra (e jogava os cabelos, mexia a cabeça, mãos...)

Todo mundo riu, é lógico, mas a menina continuou nessa coisa de ser a tal Kassandra, ficava chamando o par romântico dela e começou a dançar pela sala.

Pena que naquela época não existia isso de inclusão digital, de modo que câmera e celular que filmasse eram lendas.

Eu estava dividido entre rir muito e me preocupar, afinal de contas a Fulana estava relamente alterada. Uma outra amiga dela já estava chorando porque a Fulana tinha surtado, mas achava que ela estava tirando uma com a nossa cara e blá blá blá.

O cachorro da dona da casa tinha sido operado havia pouco tempo e estava bem malzinho, deixava a gente com um ligeiro mal-estar. E nossa amiga doida Fulana foi lá se compadecer do cachorro. O chorava descontrolada, conversava com o cachorro, dizia que o cachorro ia morrer e chorava mais.

A coisa toda já estava muito fora de controle, porque a Fulana queria sair e voltar pra casa dela, mas ninguém deixava a menina sair. Pra que! Aí que ela enlouqueceu. Bateu no portão, gritava, caiu no chão...

Eu não pude ver o final desse episódio porque tinha aula de inglês. Pulei a janela do quarto e fui embora! Nunca mais vi a Fulana.

#Saindo de Casa


2010 começará com muitas coisas novas mesmo - com ênfase nessa redundância. A mudança sobre a qual falarei agora é a física, geográfica.

Não, ainda não sairei do convívio familiar e da "pacatez" da Vila Franca do Imperador. Não. Mamãe entrou num programa habitacional através do Sindicato dos Professores que proporcionou a construção da casa própria.
Todo mundo sabe como funcionam estes programas: ou a casa é bem pequena ou o bairro é afastado. Pegamos um pouco de cada.

Dia desses fui orientado no sentido de precisar diminuir minhas coisas, pertences, guardados. Em outras palavras - minha bagucinha, que venho colecionando há anos.

Eu já tinha feito um limpa um tempo depois que mudamos para esta casa. Desfiz-me de apostilas de Matemática, Física, Química com alívio e também um certo pesar - nunca se sabe quando me dará um surto acadêmico e simplesmente terei vontade de estudar aquele tipo de coisa!
Mas não é isso que me preocupa. Eu coleciono recortes de minha história, gosto de deixar meus fatos documentados nem que estejam representados por um ticket de cinema. E há comigo muitas cartas, textos, agendas, cadernos de relato - tudo porque acho que algum dia minha biografia valerá alguma coisa, será lida por mais gente do que apenas meu interlocutor imaginário para quem destino as palavras. Além do que, acho que guardar cartas (me entrego, de amor) conta muito para a história de alguém!

Como elaborar um grau de importância para as lembranças e memórias? Eu sou bipolar e aquariano, é uma tarefa praticamente impossível, masoquista até, arrisco a dizer.
Pode ser que eu faça uma compilação com os melhores momentos - um grande scrapbook (muito melhor que o do Orkut). Com certeza em ordem cronológica. O TOC não me deixaria fazer diferente! Ou então por temas.

*Textos Meus
*Agendas, diários, cadernos de relatos
*Fotos
*Cartas
*Recortes

O fato é que eu não tenho facilidade em deixar algumas coisas para trás e é sobre isso que se trata essa ação.
Desprendimento memorial
, trabalhemos esta arte.

#Changes


Leitores e amigës, a esse momento já devem ter notado a mudança radical aqui no Bololog. Porque afinal, depois de quase 4 anos com o mesmo template chega uma hora na vida de um blog em que ele precisa mudar.
Porém eu não entendo nada dessa linguagem complexa que é HTML, portanto ainda não consegui calibrar completamente o blog - por isso esses campos UNDEFINED ficam atrapalhando a harmonia geral.
Deixo aqui o pedido para quem estiver afim, ajudar-me.
Só para avisar que continuo brilhando muito no Twitter e não chamarei as autoridades se alguém quiser me seguir por lá - @biel_chacon