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#Breviações


Contemplo a curva do rio
com olhos que não vacilam
Atrevo-me a te esperar
no hiato onde nos perdemos

Vem a brisa e já me leva
sem que eu possa resistir
me arrasta e me desperta
pra enganar e então fugir

E te esconde em outros risos
mas escuto, se não, tua voz
a dizer em longos suspiros
Terna sorte, onde estás?

E te prende e me afasta
gira mundo se te basta
noite alta barra a luz
mais um sonho me seduz

No rio onde me vejo
eu só quero me perder
Nessas águas claras, frias
vou ao fundo te esquecer.
- Gabriel Chacon, 11/11/2007

#de versos e reaparições


Encontrei esse texto por acaso fazendo uma limpeza na caixa onde coloco os boletos pagos, comprovantes de pagamento e coisas sem muita funcionalidade... Palavras e construção originais. Só não me lembro ao certo a data, mas acredito que tenha sido em 2008, na loja.

E se ao invés do "não"
a boca tivesse encontrado o "sim"
Se o aperto no peito
não fosse a saudade chegando assim
Se as noites e os dias
corressem menores para eu vivê-los
Se chuva e lágrima
caíssem do mesmo jeito,
mas não com o mesmo efeito.
Ainda que não alcançasse a mão,
pudesse ter o sorriso
E se a letargia abrandasse
Meu corpo todo falasse
Essa angústia cessasse
e eu me rendesse...
A sina de desesperar
Desamparar
Desabafar

De repente


Estava lá pensando em mudar o "Quem sou eu" do Orkut quando surge isso que posto aqui:

Onde fui me perder?
Aos braços de quem me jogar?
Bocas perdidas beijar
Um suspiro, bocejo.

Quantos nãos posso aturar?
Ida e volta sem gastar
Paro, olho, sinto o cheiro
De tão doce faz delirar.

Ao abismo todos os gritos
Passos e novas rotas
Crio meu novo infinito
Desenho novas portas*
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Com certeza eu pretendo fazer umas modificações e acrescentar outras coisas. Mas até que eu gostei dessa simplicidade. Fazia tempo que não aparecia umas rimas, uma escrita rápida assim. Considerando o horário hehehe

Palavras Avulsas


(Do tempo em que eu fazia poesia com mais freqüência que agora)

ALFORRIA

Corra em minhas veias
deixando em mim
um pouco do seu torpor

Atravesse minha pele
derramando pouco a pouco
as horas que você me tirou

Iluda meus ouvidos
distorcendo as declarações
do amor que você não teve

Afrouxe o meu peito
depois arremesse-me ao chão
lentamente se despede e me esquece

(É esse) teu sorriso irônico
(que) confunde minhas pupilas
(São) teus braços malcriados
(que) velam por meu padecer.

Gabriel Chacon - 22/10/2007

Dedicando


Bom, foram poucas as pessoas para as quais eu alguma vez escrevi alguma poesia em especial. Que tinha que ser direta e realmente direcionada a ela. Esta aqui é um exemplo que escrevi para minha mãe e dei como presente de dias das mães em 2005 (é... não tinha grana pra comprar alguma coisa, foi na poesia mesmo! rs)

**********

MATER

Marca macia de amor e aconchego
És abrigo, lar, sossego.
Guarda contigo a beleza e a força
Revelando apenas a face moça.

No fundo dos olhos, a luz que irradia
Mostrando caminhos, quebrando a rotina.
Sorriso fácil na boca ambígua
que beija, argumenta ou cala.

Corcovado de possibilidades
Vagando entre querer ou bem querer
Meu bem-querer de verdade
Vejo, sinto, toco, amo-te!

És bálsamo para quem ouve
Notas compassadas numa voz bossa-nova
Brilhe e leve a luz a corações esquecidos
Cante para aquecer almas notívagas...

Eterna menina-mulher
Mãe, vou voar e pedir
Complete seu nome:
Marli... Marlinda!

Gabriel Chacon - 07/05/2005

Ilustração Poética


Esperei o momento certo
Pra dizer que te amava
Mas ele não veio.

Assim como não vieram
Noites de sono em paz.
Não vieram também
Sorrisos de sua boca pura
E meus dias tornaram-se cinzas.

O luar não me dizia nada
Eu tampouco poderia entendê-lo
Pois meus ouvidos só ouviam
Palavras que você me prometera.
Afiadas, machucavam meu peito
Eu não queria te esquecer.

Saía de casa, mas você me perseguia.
Era sombra inatingível,
Controlava os meus passos
Levando-me a lugares antes nossos.

Minha boca não se encaixa em outra boca.
Minha mão não alcança outra mão.
Minha pele não aceita outro toque.
O meu corpo já não sente mais prazer...

Minto para não sofrer mais
Escondo meus sentimentos nos lençóis.
Uso máscaras de alegórica falsidade
Ignoro sua falta e sou feliz.

GABRIEL CHACON - 25/05/2005

Ilustração Poética



CIÚME

Quero um beijo com gosto de desculpa
Um abraço pra acabar com a dúvida
Ouvir palavras da sua boca imunda:
Amo você!

Quero sorrisos simulando desejos
Quero sonhos e momentos passageiros.
Quero você e seu corpo quente
Dentro do meu novamente.

Quero a sorte de ter me enganado
E a certeza de poder recomeçar.
Quero instantes lembrando o passado
E fotos no meu colo para olhar.

Quero a oportunidade de te ver chorar
E a vontade de ter nos braços
Tudo o que te faz sofrer...
Vou ser saudade disfarçada de prazer.

Gabriel Chacon - 09/06/2005

Lembrando...


E da dor eu fiz um sonho
Pra percorrer a minha vida
Busquei no início de mim
Motivos para não acordar

Criando atalhos entre medos
Descobri que vou mais além
Provando sabores e desejos
Esqueço de sofrer também

Despertei em meu passado
Procurando meus vagos planos
Corrompi tristes lembranças
Pra acelerar alguns anos.

Atirei-me no presente
Mas não quis ficar ali
Meu coração apertava
Em ver você partir.

Quis saber como era o futuro
Arrisquei em espiar
Destilei o meu orgulho
Em memórias para o ar.

(GABRIEL CHACON - 22/03/2006)

Vamos dormir!



Tercetos

Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:

"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá fora!

Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito!
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!

Ouves? é o vento! é um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!

Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!

Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!

— E ela abria-me os braços. E eu ficava."

(Olavo Bilac)

Palavras Avulsas - Parte 05



AMOR (a Mr. Ribbs)


Por que há febre em meu corpo,
se tudo que sinto
é a brisa que sai quando respira?

Por que arrepio-me por completo,
se o que sinto
é seu abraço que me protege?

Por que as palvras saem confusas,
quando tento o tempo todo
apenas buscar um sim em mim?

Por que descadencio-me
ao breve sussurro oportuno,
se tudo que posso fazer

é calar-me diante tal pedido?
Porque é poente em dia cinza,
permitindo vazar apenas
os filetes de luz que revelam seu sorriso.

Porque rouba meus sonhos,
deixando a cada noite
um olhar a me zelar.

E por ser, já, parte de mim
brinca em meus cabelos, dá-me um beijo
e então volta a sorrir.
(para ler ouvindo qualquer uma das músicas da trilha sonora de Amélie Poulin, Nessum Dorma ou ainda Don - Miranda.)

P.S - Não sei bem se o título deveria ser esse, ainda estou na dúvida. No entanto eu acho que essa palavra acaba demonstrando mais um pouco além do que o restante do poema, assim como todas as outras coisas que já escrevi por aqui. Vou parar porque parece que a justificativa está ficando mais confusa! Mas manterei o título.

Palavras Avulsas - PARTE 04


ALGO EM VOCÊ


Algo em você que me atrai
Algo em você que fascina
Algo que não sei explicar
Algo em você que me domina.

Algo em mim que encontro em você
Algo em ti que não me deixa esquecer
Tem algo em tudo que vejo
Que só aumenta o meu desejo.

Procuro tentar relevar
Algo que me faz sofrer.
Penso em noites ao luar
Pra completar nosso prazer.

Sua voz é algo efêmero
Seu toque é algo ígneo
Sua boca é algo cálido
Seu amor é algo infindo.

Tentações por algo falso
Nos separam por um tempo.
Você me deixa de lado
Eu, contrariado, contento.

Algo por mim te faz voltar
Poucas palavras, aquele olhar
Algo em você me faz acreditar

Em querer uma vez mais começar.

(Gabriel Chacon)

Palavras Avulsas - PARTE 03


MARESIA


Ondas batendo no cais
E a saudade no meu peito
Marca na areia que não sai
Só o tempo...

O vento que bate na janela
É o mesmo vento
Que acaricia um rosto apaixonado

O vento que desfolha as árvores
É o mesmo vento
Que seca as lágrimas

Se te espero sentindo a brisa
Chega o nevoeiro e você se foi
Navegando em oceanos
Singro em meu futuro incerto

É noite e o vento cessou.

(Gabriel Chacon)

Palavras Avulsas - Parte 02



TERCETOS BUCÓLICOS

Sim, eu vi o sol nascer
Ouvi os pássaros cantarem
E meu espírito se encheu de alegria.


O orvalho não tinha secado,
Então pude tocar o bálsamo das manhãs

Senti que me purificava.


A Primavera se mostrando em cores e
odores
Meu coração deixando de lado as dores
O jardim, sua mão e nossos amores.


Silenciosa balada matutina que nosso olhar compõe.
Declarações que nossos beijos selam
Cumplicidade que à alma não esconde.


Busque, toque, alcance meu ser
Quero sensações que choquem os moralistas!
Faça do meu corpo templo da volúpia.


Nossa cama esperando por nós
Planejamos uma noite de sonhos
Acalme meu corpo com sua voz.


Quando você se entrega eu me realizo.
Quando eu te recebo você nada esconde.
E assim podemos ver o sol nascer de novo.

(Gabriel Chacon)

Palvras avulsas - Parte 01


PÉTALAS E SONHOS

Descanse sua cabeça em meu peito

Intumescido por sentimentos incólumes.

Sinta minha pulsação acelerar-se

Ao toque sutil de sua pele macia.

Faça rimas com meus pensamentos

Que eu gentilmente te ofereço.

Transforme minhas palavras

Em canções de amor eterno.

Veja meus olhos brilharem

Ao perceber que os seus me procuram.

Descubra meu sorriso entre nossos beijos

E presenteie-me com seu corpo.

Não espere a primavera passar

Colha agora as flores de nosso romance.

Véu de estrelas cobrindo seu rosto áureo

Coroa de luz iluminando nossas vidas.

Te protejo e te cultivo

Te concedo um pedido.

Fujamos pro começo do mundo

E deixemos os problemas no futuro.


(Gabriel Chacon)