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Rio de Janeiro a dezembro! #01


     O amor pelo Rio de Janeiro foi à primeira vista antes mesmo de tê-lo visto de fato. Tudo começou em 2005, contrariando e preocupando minha mãe, quando atravessei os 700km que separam minha sem-graça cidade da Cidade Maravilhosa.
   
Lagoa Rodrigo de Freitas - maio/2012
     A primeira impressão ao desembarcar na rodoviária foi um misto de espanto e admiração. E também fiquei um pouco apreensivo pois não sabia pra onde ir e a pessoa que me buscaria não chegara (ou, teimosamente pensei: já chegou, desistiu e foi embora).
 
     Temores à parte, tudo correu bem, porém não fiquei no Rio - segui para Nova Iguaçu e a visita ficou para mais tarde.

     A facilidade em se conseguir um ônibus chamou minha atenção e, após trocar as ruas pelos trilhos, desci na estação Siqueira Campos - Copacabana. Completamente deslocado e claramente turista interiorano que há muito não via o mar, andei pela orla de calça jeans, camiseta e tênis; totalmente hipnotizado pelos sons, cores, texturas e curvas com os quais cruzei.

     A areia fluminense é diferente, o mar fluminense é diferente, o céu fluminense é diferente.

Combo biscoito Globo e água de coco!
     Minha estada foi curta e voltei para apreciar o Rio outra vez em 2006, nas minhas férias. Novamente outra aventura: fui sozinho e fiquei num albergue em Copa! A experiência foi ótima e na semana em que estive lá, por dois dias não falei Português, conheci pessoas do mundo todo e ainda sambei na quadra do Salgueiro.

     O Rio de Janeiro continuava lindo quando desta vez o destino foi Ipanema, em um apartamento a duas quadras da praia e muito próximo da Lagoa Rodrigo de Freitas. Dessa vez estava também Rodrigo, meu amado companheiro com quem fiquei por três dias desfrutando das belezas e prazeres cariocas. Foi com ele que conheci e me apaixonei pela Livraria da Travessa (que até hoje me proporciona uma surpresa), degustei um café delicioso na Starbucks e não queria sair da Papel Craft sem trazer papéis, lápis, álbuns e tudo mais que adoro!

Posto 10, Ipanema
     Transformamos o Rio em nosso refúgio, o lugar onde aproveitamos tudo, de longos passeios pela orla tomando água de coco (ele, mate), de fazer compras e nos presentear com almoços no Outback e caipiroscas de um litro e meio!

     Em setembro do ano passado nossos amigos Eddie e Lalinha se juntaram a nós e passamos dez dias rindo, bebendo e descobrindo mais uma vez o Rio de Janeiro - numa festa na Praça Tiradentes, num videokê em São Cristóvão... Não existe maneira de se cansar dessa cidade e, a cada despedida, a sensação é de deixar uma parte de mim por lá esperando pelo reencontro. E foram reencontros em janeiro deste ano (bastante divertido e gratificante pois pude levar minha irmã) e em maio também, com o pretexto de prestar o concurso da Petrobras, mas na verdade era só saudade mesmo!


      Setembro está chegando novamente e já estou com tudo pronto para mais uma visita. Dessa vez um pouco preocupados por causa da greve onde o Rodrigo estuda, porém tenho certeza de que tudo dará certo e o Rio, mais uma vez, não irá nos decepcionar!

Arpoador


Bate e volta


Sempre admirei muito essas pessoas que vão quase que diariamente à São Paulo fazer compras para suas lojas ou mesmo para vender de porta em porta. Pelo menos daqui de Franca até a capital são umas longas 5 horas dentro de um ônibus nem sempre confortável na companhia de pessoas tampouco agradáveis.

Nesta última terça fui convidado pela primeira vez a participar desta maratona e logo de cara acompanharia minha patroa durante as compras dela.

As horas na ida foram até que calmas. O ônibus novo da Nena só não estava melhor porque o Wi-fi não estava funcionando. Mas todos ficaram bem quietos embrulhados nos cobertores e travesseiros que levaram. Eu tenho uma séria dificuldade para dormir em ônibus, não consigo mesmo. Fico abismado como tem gente que simplesmente vira pro lado e apaga! Eu mal consigo cochilar por causa daquele encosto enorme da poltrona e a falta de posição...

As atividades começaram cedo (7am) e cedo também foi o choque cultural que tive ao estar naquela região do Brás depois de ter ficado dias na zona sul do Rio de Janeiro. Não é fácil!

Fiquei responsável pelo pagamento nas lojas e por cada uma que passávamos me dava frio na barriga toda vez que ia deixar o cheque depois de minha patroa separar um tanto de coisa, virar pra mim e falar: paga aí Gabriel.

Só sei que meio dia demorou a chegar, mas quando veio, o almoço compensou! E claro que não tivemos pausa para a digestão e por causa disso fui obrigado a usar o banheiro de uma loja para um caso de emergência e descobri da pior maneira que não tinha papel higiênico... Consequência: tive que usar a pia mesmo.

Por sorte São Pedro segurou as águas em São Paulo e não precisamos pegar nossos botes para terminar as compras. O fim de tarde chegou e com ele pegamos a estrada novamente.

Mais uma vez achei que a viagem não teria mais fim e foi pior porque voltei na janela e me senti claustrofobizado! E não consegui cochilar por causa do filme estranho que estava passando. E também por causa da sensação desagradável de precisar tomar um banho.

Depois dessa experiência comprovei que realmente não tenho vocação para sacoleiro!

"Idas e Vidas"


Nessa semana repeti um antigo hábito que era ir ao Fish quintas, sextas e sábados. Por que o bar é infinitamente mais legal que qualquer um em Franca? Não, mas é onde a galere é bem recebida, a batata com queijo é deliciosa e a caipirosca custa um preço razoável e vem em um copo grande e cheio! Mas não é sobre isso que vim escrever.

Estávamos @eddipomini, @rokairala e eu conversando na calçada quando vi uma antiga amiga, que era minha gerente na primeira loja onde trabalhei e depois virou mais amiga que gerente. E mesmo depois que saímos da loja mantivemos contato.

Voltamos pra mesa quando fomos surpreendidos por essa amiga - Drix - falando em espanhol como se fosse a coisa mais normal do mundo. Sentou-se com a gente e começou a contar as peripécias dos últimos meses e por onde tinha andado. Achei que a vibe espanhola fosse passar nesse momento, mas não... foi narrando tudo em espanhol e gesticulando muito!
Enquanto ela contava que passara 3 meses trabalhando numa espécie de restaurante em Salvador, convivendo com gente de tudo quanto é lugar e quase fora parar na Espanha para conhecer um cara (Identificação total nesse momento, mas eu nunca c
ruzaria o Atlântico para conhecer alguém assim. Ir ao Rio para conhecer fulano foi pinto pequeno perto disso, mas enfim) eu ficava pensando em como tenho vontade de ser geograficamente desprendido também. Poder botar tudo na mochila, pagar uma passagem, escolher um lugar aleatório e pronto! Ficar uns meses, experimentar do lugar e
das pessoas, voltar, partir de novo. Ficar nesse incessante desbravamento.

Mas me falta caradurice e me falta parar de gastar com outras coisas se quero realmente viajar por aí. E, principalmente, falta a coragem de fato. Enfrentar, arriscar. Fico preso nessa desculpa de preparatórios, planejamentos, organização, quando na verdade é medo de não conseguir ir, não conseguir sair daqui, prender-me usando minhas próprias maluquices.

Quem sabe quando atingir os 30 seja a hora de cortar o cordão e ir pro mundo.

Férias!


Bom queridos leitores do Bolo, em breve relato detalhado da primeira parte da viagem.
Estou tomando o cuidado de anotar tudo no meu caderninho manual no sentido de não deixar passar nada.
Vocês também podem acompanhar flashes ao vivo pelo twitter, porque me cadastrei num serviço para twittar pelo celular - @biel_chacon

Amanhã último dia em Sampa e rumando para Heow!

Câmbio e aguardem notícias....